Puta porque sim

Isabela Mercuri é uma jovem jornalista, recém formada pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, que saiu em busca das mulheres que aparecem nesse documentário para ampliar ainda mais a discussão sobre prostituição e regulamentação. Esse documentário é o seu trabalho de final de curso, mas devemos admitir que é também o trabalho profissional de uma jornalista de mão cheia que manteve uma postura sóbria, delicada e ética com todas as entrevistadas, desde as entrevistas até a edição de suas falas.

Bravo, Isabela Mercuri, pelo seu documentário Puta porque sim !

Uma puta parada !

Encerramento do curso “Uma revolução particular: o movimento brasileiro de prostitutas”, com o desfile Daspu lançando a coleção PUTA CIDADE, parceria Daspu & Laerte.

27 de novembro de 2015. Escadaria do IFCS-UFRJ. Um show grandioso, emocionante e antropofágico contra todas as formas de discriminação e preconceito! Uma puta parada!

Desfile Daspu | Rio de Janeiro 29/1

Uma grandiosa revolução particular para todos

O Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ foi o palco do glorioso desfile da Daspu no encerramento do curso “Uma revolução particular: o movimento brasileiro de prostitutas”. Lideradas por Madame Fanny, personagem encarnado pela puta militante Lourdes Barreto, do GEMPAC-Belém, prostitutas cis e trans e os aliados afetivos do movimento brasileiro de prostitutas deram uma aula de quebra de tabus e estigmas do alto da escadaria de entrada do IFCS na sexta-feira, 27 de novembro de 2015. A coleção PUTA CIDADE foi apresentada ao público carioca nos corpos de 20 modelos que fizeram o público presente deixar cair seus preconceitos através de uma caprichada performance do trabalho sexual em cena exuberante. A fachada do majestoso prédio do IFCS, toda iluminada com luzes vermelhas, foi o cenário do cabaré Miami Bitch comandado pela personagem Madame Fanny. Durante trinta minutos os participantes do espetáculo incendiaram o público composto de estudantes, professores, passantes, fãs da Daspu, ativistas de várias causas e moradores do Largo de São Francisco. O figurino e as performances davam mostras das roupas e tarefas executadas nas variadas modalidades do trabalho sexual e tudo isso, exibido em um espaço cênico inusitado, foi a pá de cal no preconceito. A performance antropofágica das prostitutas, conduzindo seus personagens clientes aos mais variados delírios em cena, desmistificou o sexo na prostituição e, sendo assim, o sexo nosso de cada dia! Apoteótico, o desfile Daspu no IFCS lavou a alma de todos os presentes que, felizes, vibrantes e chacoalhados em seus preconceitos, puderam, enfim, gozar da potência erótica que nos une a todos, a potência erótica que é o princípio da vida de todos nós, a potência erótica que nos acende a vontade de viver, de brincar e de lutar.

Viva a Daspu ! Viva o Movimento Brasileiro de Prostitutas ! Viva a UFRJ que deu um baita show contra todas as formas de preconceito acolhendo prostitutas de todos os cantos e de todas as cores nessa noite retumbante do encerramento do curso que, de fato e de direito, promoveu uma intensa e coletiva revolução particular em todos os que lá estiveram !

 

 

Uma revolução particular: o movimento brasileiro de prostitutas

O Observatório da Prostituição tem o prazer de convidá-lxs a participar desse momento histórico, onde a universidade e um movimento social, o movimento brasileiro de prostitutas, se encontram para olhar retrospectiva e prospectivamente para a trajetória de luta de mulheres prostitutas em nosso país.

A programação completa segue abaixo. Venham todxs discutir o papel da pesquisa, da política, do sexo, do desejo, do lúdico, da opressão, do engajamento e do reconhecimento nesse curso de extensão promovido pelo Observatório da Prostituição/LeMetro/IFCS-UFRJ (PROEXT 2015).

flyer programação - net (1)

Daspu no curso Uma Revolução Particular: o movimento brasileiro de prostitutas

O curso “Uma Revolução Particular: o movimento brasileiro de prostitutas”, já está com a sua programação completa em nossa página no facebook. Vejam, programem-se e compartilhem!

E lembrem-se que no grand finale teremos a participação da grife Daspu, em parceria com Laerte na coleção PUTA CIDADE, em um desfile retumbante nas escadarias do IFCS-UFRJ.

Venham todxs!

Daspu_PUTACIDADE

TAMPEP e a situação dxs trabalhadorxs do sexo na Europa

A Rede Européia para a Prevenção de HIV/Aids e Promoção da Saúde dos Trabalhadores Sexuais na Europa – TAMPEP, publicou este ano um documento relatando a tensão crescente provocada pelo chamado “modelo sueco” de criminalização do cliente da prostituta – e, por conseguinte, de reforço da clandestinidade da prostituição – e as ações defendidas pela Anistia Internacional, também este ano, pela descriminalização total do trabalho sexual.

O Observatório da Prostituição publica aqui esse docuento (TAMPEP paper 2015_08 PORT), recentemente traduzido para o português, para que mantenhamos aceso esse debate também aqui no Brasil e formemos uma opinião qualificada antes que o assunto comece a ser explorado com todo o sensacionalismo que tem sido conferido ao tema da prostituição.

 

Curso de extensão “Uma revolução particular: o movimento brasileiro de prostitutas”

convite uma revoluçao particularEntre os dias 23 e 27 de novembro, o Observatório da Prostituição estará oferecendo o curso de extensão “Uma revolução particular: o movimento brasileiro de prostitutas“, com a participação de muita gente bamba responsável pela construção dessa história, uma das mais importantes entre as lutas contra as opressões em nosso país. Entre os convidados, representantes da Rede Brasileira de Prostitutas, ativistas aliados, parceiros do OP, pesquisadores, parlamentares e agentes dos campos do Trabalho e da Saúde. Esse também será um momento único para relembrarmos a trajetória de Gabriela Silva Leite, principal articuladora do movimento brasileiro de prostitutas que nos ajudou a consolidar o projeto de extensão Observatório da Prostituição, em parceria com a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids-ABIA, o Arquivo Publico do Estado do Rio de Janeiro-APERJ, o Laboratório de Etnografia Metropolitana-LeMetro/IFCS-UFRJ e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional-IPPUR-UFRJ. Preparem-se pois teremos também sessões de filmes (e com lançamentos!), exposições, feira de livros, distribuição do jornal Beijo da Rua e uma grande surpresa ao final… tchan tchan tchan tchan… pois não podemos esquecer que o Rio de Janeiro está comemorando os seus 450 anos e, com tanta gente boa reunida ali pertinho da Praça Tiradentes, nada melhor do que fazermos uma grandiosa revolução particular participando dessa festa em grande estilo !

Aguardem a programação completa, que será em breve disponibilizada aqui em nossa página e também nas redes sociais.

Ementa-aperitivo:

A constituição do movimento brasileiro de prostitutas, seus contextos, seus lugares, suas razões e seus interlocutores. O Estado, a Igreja, as prostitutas e a luta pelo reconhecimento da prostituição nas arenas públicas. A produção de conceitos nas campanhas de saúde. O reconhecimento da prostituição como trabalho. A produção de novos sentidos da prostituição através da mídia e da moda. As disputas no legislativo: direitos civis, direitos sexuais, direitos humanos. O movimento de prostitutas hoje e os desafios contemporâneos.

Anistia Internacional aprova proposta de descriminalização da prostituição

Hoje é um dia historico na luta pelo reconhecimento do trabalho sexual. A Anistia Internacional votou a favor da proposta de apoio à descriminalização do trabalho sexual ao final da Reunião Internacional do Conselho, realizada em Dublin, com cerca de 400 membros provenientes de 60 paises.

A pressão para que a organização votasse contra a proposta foi grande. Estrelas de Hollywood e o ex-presidente americano Jimmy Carter integraram o lobby abolicionista, pedindo à Anistia Internacional que “permancesse comprometida com a sua missão” e acatasse o modelo nórdico de criminalização de clientes, hoje discutido na França e já acatado em países escandinavos.

Apesar da mobilização contraria, a proposta passou “confortavelmente” pela maioria dos votantes, de acordo com Sarah Beamish, membro do conselho que auxiliará na elaboração da proposta final.

O Observatório da Prostituição felicita a Anistia Internacional por esse passo determinante para a requalificação do debate sobre o trabalho sexual no cenário internacional e contra o movimento punitivo e restritivo dos direitos civis em curso em vários paises.

 

Anistia Internacional e a descriminalização do trabalho sexual

O Observatório da Prostituição vem apresentar o seu apoio à proposta política da Anistia Internacional pela descriminalização plena do trabalho sexual, proposta esta que será apresentada na proxima reunião do seu Conselho Internacional no próximo dia 06 de agosto de 2015.Assim, juntamo-nos a outros núcleos de pesquisa e organizações da sociedade civil para apoiar a decisão da Anistia Internacional, aproveitando para divulgar a petição promovida pela Global Network for Sex Work Projects (NSWP) e endereçada à direção geral da Anistia Internacional.

O debate exige a atenção de todos os ativistas, estudiosos e aliados da causa da descriminalização do trabalho sexual, em todo o mundo. Afinal, o anúncio da postura assumida pela Anistia Internacional provocou uma forte reação nos movimentos abolicionistas e pela criminalização da prostituição, arrebanhando personalidades do showbusiness que se lançam em causas ditas “humanitárias” e, com isso, demonstram ignorar a existência de um grande e vigoroso movimento de trabalhadores sexuais em todo o planeta, apoiado por inúmeros aliados de variadas organizações governamentais e não-governamentais e institutos e núcleos de pesquisa em todo o mundo, tal como apresentado no documento endereçado por Meena Saraswathi Seshu, da organização não-governamental indiana SANGRAM, aos diretores da Anistia Internacional e assinado por mais de 100 instituições e centenas de pesquisadores e ativisas de vários países (ver Letter to Section Directors and Chairs, Amnesty). O Sexuality Policy Watch também compilou as principais reportagens publicadas nos ultimos dias, nos principais jornais de vários países, sobre a proposta da Anistia Internacional (ver aqui).

Àqueles que acompanham as atividades do Observatório da Prostituição, pedimos que assinem e divulguem esses documentos em apoio à Anistia Internacional e a todos e todas que exercem o trabalho sexual.

Manifestação de prostitutas em Niterói-RJ, Brasil, maio de 2014. Foto: Laura Murray
Manifestação de prostitutas em Niterói-RJ, Brasil, maio de 2014. Foto: Laura Murray

Seminário Identidade, Gênero e Raça -PR4-UFRJ, maio de 2015

A Pro-Reitoria de Pessoal – PR4, da UFRJ, realizou o Seminário Identidade, Gênero e Raça nos dias 20 a 23 de maio de 2014. Confira a mesa organizada no primeiro dia de debates, composta pelo deputado Jean Wyllys, do PSOL; pela ativista Joyce de Oliveira, da Rede Brasileira de Prostitutas; e pela professora Soraya Silveira Simões, do IPPUR-UFRJ.