Anistia Internacional e a descriminalização do trabalho sexual

O Observatório da Prostituição vem apresentar o seu apoio à proposta política da Anistia Internacional pela descriminalização plena do trabalho sexual, proposta esta que será apresentada na proxima reunião do seu Conselho Internacional no próximo dia 06 de agosto de 2015.Assim, juntamo-nos a outros núcleos de pesquisa e organizações da sociedade civil para apoiar a decisão da Anistia Internacional, aproveitando para divulgar a petição promovida pela Global Network for Sex Work Projects (NSWP) e endereçada à direção geral da Anistia Internacional.

O debate exige a atenção de todos os ativistas, estudiosos e aliados da causa da descriminalização do trabalho sexual, em todo o mundo. Afinal, o anúncio da postura assumida pela Anistia Internacional provocou uma forte reação nos movimentos abolicionistas e pela criminalização da prostituição, arrebanhando personalidades do showbusiness que se lançam em causas ditas “humanitárias” e, com isso, demonstram ignorar a existência de um grande e vigoroso movimento de trabalhadores sexuais em todo o planeta, apoiado por inúmeros aliados de variadas organizações governamentais e não-governamentais e institutos e núcleos de pesquisa em todo o mundo, tal como apresentado no documento endereçado por Meena Saraswathi Seshu, da organização não-governamental indiana SANGRAM, aos diretores da Anistia Internacional e assinado por mais de 100 instituições e centenas de pesquisadores e ativisas de vários países (ver Letter to Section Directors and Chairs, Amnesty). O Sexuality Policy Watch também compilou as principais reportagens publicadas nos ultimos dias, nos principais jornais de vários países, sobre a proposta da Anistia Internacional (ver aqui).

Àqueles que acompanham as atividades do Observatório da Prostituição, pedimos que assinem e divulguem esses documentos em apoio à Anistia Internacional e a todos e todas que exercem o trabalho sexual.

Manifestação de prostitutas em Niterói-RJ, Brasil, maio de 2014. Foto: Laura Murray
Manifestação de prostitutas em Niterói-RJ, Brasil, maio de 2014. Foto: Laura Murray