Carta de Princípios da RBP

Carta de Princípios da Rede Brasileira de Prostitutas

A Rede considera a prostituição uma profissão, desde que exercida por maiores de 18 anos.

A Rede é contra:

a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes, em consonância com a legislação brasileira.

A Rede repudia:

a vitimização das prostitutas;

o controle sanitário de prostitutas;

e combate a criação e a existência de zonas delimitadas e confinadas;

combate a criminalização dos clientes;

o oferecimento de exames e outros procedimentos médicos nos locais em que se exerce a prostituição, a não ser em casos que envolvam a população em geral;

que se associe a prostitutas com a criminalidade;

o tráfico de seres humanos.

A Rede defende:

a regulamentação do trabalho da prostituta;

e promove a auto-organização das prostitutas;

promove o acesso aos insumos de prevenção de DST/Aids;

o acesso aos serviços de saúde integral;

o direito de migração para o trabalho legal;

que o trabalho sexual é um direito sexual;

que as prostitutas se assumam como prostitutas/putas em todos os espaços.

A Rede combate:

a discriminação, o preconceito e o estigma dirigido às prostitutas.

A Rede atua:

em parcerias nos cenários nacional, regional e internacional com outras redes de prostitutas e aliados.

A Rede vê:

o turismo sexual como uma forma de trabalho para maiores de 18 anos.

A Rede entende:

que a prostituta não vende o seu corpo. Ela presta serviços sexuais.

A Rede recomenda:

aos seus integrantes a realização de encontros municipais, estaduais e nacionais.

Critérios

  • Quem pode entrar na Rede:

Associações, núcleos, prostitutas e grupos de prostitutas que respeitem os princípios desta Carta.

A Rede pode convidar pessoas que contribuam e respeitem esta Carta.

Para entrar na Rede e na lista eletrônica é necessário ser indicado por grupo já integrante.

  • Quem não pode entrar na Rede:

Entidades ou empresas dirigidas ou controladas por cafetinas, cafetões e/ou outros exploradores da prostituição.

Associações, grupos e individuais que não respeitem os princípios desta Carta.

Uma ideia sobre “Carta de Princípios da RBP

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